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Coquetel de Lançamento do Livro “As Linguagens do Conhecimento”


No próximo dia 6 de junho será realizado em São Carlos, SP um coquetel de lançamento do livro do Prof. Dr. Osvaldo Novais (IFSC-USP) “AS LINGUAGENS DO CONHECIMENTO”.

CAPA LIVRO CHU

Nota do Editor
Por que as linguagens do conhecimento são essenciais
As sete maravilhas da Antiguidade clássica têm em comum sua gênese, isto é, a engenhosidade e o trabalho humanos que as erigiram, e a sua absoluta fragilidade. Das obras listadas por Antípatro, apenas a pirâmide de Quéops ainda mantém-se de pé. Em sua busca por perenidade, a humanidade vê-se contra si mesma e a Natureza, que não se furta em destruir nossas vãs tentativas de imortalidade material.
Há um alento nessa luta: as edificações e as pessoas que as fizeram não estão mais aqui, mas a memória de seus feitos permanece. Essa informação atravessa gerações porque é transmitida por um meio mais resiliente do que qualquer tijolo, do que qualquer alicerce que se tenha notícia: a linguagem. Esta é a capacidade humana de comunicação e expressão que é realizada por meio das línguas naturais como o português e o inglês.
O latim e o grego clássicos, línguas de povos que determinaram o rumo da História do hemisfério ocidental, já não existem exceto em registros escritos. Elas evoluíram, se transformaram em várias outras línguas que são hoje faladas em todo o mundo. Mesmo mudando, seu legado é perceptível em cada aspecto de nossa vida e de nossa cultura. Se hoje falo uma variedade brasileira do português, é porque o latim vingou, e praticamente todo o conhecimento que a língua lácia veiculou está à minha disposição.
A ressalva a ser feita é que, em sua luta pela permanência, a linguagem precisa de um meio material para perdurar. É por isso que a escrita sempre teve um status importante, ainda mais atualmente: seu domínio implica a capacidade de acessar tudo que já foi dito em uma certa língua e de tornar perene tudo o que se quer dizer. Mesmo com a limitação imposta por essa necessidade, é mais fácil transpor palavras escritas da tábua ao papiro, do papiro ao papel, e do papel ao microchip do que impedir o terremoto que destruiu o Farol de Alexandria.
A linguagem – por meio das línguas naturais – nos permite, portanto, acessar o passado da humanidade, desde histórias de guerras mundiais aos pensamentos mais íntimos de um indivíduo. E quanto ao outro lado da moeda, àquilo que não pode ser expresso por palavras, mas que tem imenso valor em nossa jornada humana? A matemática também oferece uma janela ao passado, mas seu objetivo é sempre olhar para frente e planejar o futuro. Sem a linguagem dos formalismos matemáticos não teríamos nenhuma das inovações tecnológicas que possibilitaram um salto de qualidade na vida de bilhões de seres humanos.
Este é um livro que enfatiza o quanto cada lado da moeda depende do outro. As línguas naturais precisam das ferramentas dos formalismos matemáticos para serem cada vez mais facilmente acessadas e duradouramente gravadas; e, sem as línguas naturais, a matemática certamente nem existiria. Ambas as linguagens, infelizmente, têm sido negligenciadas. Ambas precisam ser resgatadas, pois elas são as linguagens do conhecimento.

Caio Frederico L. C. Novais de Oliveira (Editor)
Araraquara, Março de 2014

Sobre o autor

Trabalhando na área de diagramação e projetos gráficos desde a década de 90, atuei em jornais, gráficas e editoras. Há mais de 5 anos na Editora Cubo, hoje como gerente de produção de livros, responsável pelo departamento de publicações não seriadas, livros, livretos, anais e relatórios de atividades.



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